|
ECOS DO ENCONTRO-PEREGRINAÇÃO NACIONAL
A Associação Portuguesa dos Centros de
Preparação para o Matrimónio levou a efeito, em Fátima,
nos dias 5 e 6 de Março, no Edifício Paulo VI, o seu
Encontro-Peregrinação Nacional anual.
Estiveram presentes cerca de 750 pessoas
– casais, assistentes e jovens – provindos das Dioceses
do Algarve, Angra do Heroísmo, Aveiro, Braga, Coimbra,
Funchal, Guarda, Leiria-Fátima, Lisboa,
Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Setúbal,
Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Os trabalhos tiveram o seu início na
Capelinha das Aparições, onde foi rezado o terço em
honra de Nossa Senhora, sob a presidência do Presidente
da Comissão Episcopal da Família, D. Jacinto Botelho, e
continuaram no anfiteatro do Edifício Paulo VI.
O tema internacional de formação, “Que
fazer hoje para amar sempre?”, da
responsabilidade da Diocese de Coimbra, foi apresentado,
na tarde de sábado, na vertente psicológica, por Eduardo
Sá, Professor e Psicólogo da Universidade de Coimbra e,
na manhã de domingo, na vertente teológica, por Manuel
Carvalheiro Dias, sacerdote licenciado em Teologia.
No sentido de exemplificar o que é a
caminhada conjugal, nesse seu esforço de construção
diária da conjugalidade de dois seres diferentes, mas
complementares, que carregam histórias, anseios,
motivações e perspectivas próprias e pessoais, foi
apresentado um painel testemunhal – um par de noivos, um
casal com 11 anos de vida conjugal e um casal com 46
anos de vida matrimonial.
Os noivos testemunharam o que esperam do
casamento, como espaço de felicidade e realização
pessoal e conjugal, indicando o caminho que fizeram de
preparação e os materiais que levam consigo para o
caminho.
O casal com 11 anos de matrimónio
testemunhou o confronto entre o que levou para o
casamento e a realidade que começou a viver e os ajustes
que foi fazendo e continua a fazer para o equilíbrio do
casal e da família.
O casal com 46 anos de vida conjugal
testemunhou, com felicidade visível, que, apesar de
tantos anos em comum, a vivência conjugal continua a
exigir o esforço de quem caminha e levanta as pedras
duma construção feita do frágil amor humano que encontra
a sua origem e a sua força no amor de Deus que tudo
suporta e sustenta.
| |
 |
|
| |
Painel testemunhal |
|
Das exposições
feitas, dos testemunhos partilhados e das questões
postas em plenário retiram-se algumas conclusões:
-
A família apresenta, aqui e acolá,
sinais visíveis de uma maior aproximação entre os
seu membros – mais expressões afectivas, maior
capacidade de diálogo, mais transparência e
solidariedade, contrariando a visão pessimista que
muitas vezes se faz passar.
-
Urge perceber e assumir que amar é o
projecto mais sério e importante que se pode ter na
vida.
-
O amor é o alicerce em que assenta
toda a construção conjugal e familiar.
-
Só ama verdadeiramente quem for capaz
de criar, desenvolver e saborear a experiência da
comunhão em cumplicidade.
-
No processo individual do crescimento
precisamos dos outros. Ninguém cresce sozinho.
-
É fundamental escutar o outro, numa
abertura de alma e coração, em atitude de humildade,
com tempo, respeito e disponibilidade para ajudar.
-
O crescimento do amor passa pela
capacidade de reflectir os erros, aprender com eles
e pela energia criadora e renovadora de recomeçar
todos os dias. Nunca é tarde para amar.
-
O processo educativo passa pelo
testemunho e pela transparência da relação. Face à
incoerência das situações de “pais juntos por fora e
separados por dentro” e de “pais juntos por dentro e
separados por fora”, torna-se indispensável que os
“pais se apresentam aos filhos juntos por fora e
juntos por dentro”.
-
A oração aparece na construção do
amor perpétuo como o alimento insubstituível, do
qual a eucaristia é o momento privilegiado.
-
É no acolhimento e na atenta escuta
de Deus que encontraremos a garantia de amar sempre.
Os jovens tiveram um papel muito
importante nesta acção, cujo estudo e reflexão se
publica também.
Este Encontro-Peregrinação terminou com
uma concelebração eucarística presidida por D. Serafim
Ferreira Silva e Sousa, Bispo de Leiria-Fátima, em
representação da Comissão Episcopal da Família.
A Diocese de Braga, a quem competiu a
organização litúrgica, fez-se acompanhar de um grupo
coral, circunstância que emprestou nobreza e dignidade a
este evento nacional.
O próximo Encontro-Peregrinação Nacional
ficou marcado para os dias 4 e 5 de Março de 2006 |