Encontro Peregrinação - Março de 2005

Conclusões

5 e 6  de Março de 2005

 FÁTIMA  

ECOS DO ENCONTRO-PEREGRINAÇÃO NACIONAL

 

 

 

 

 

A Associação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio levou a efeito, em Fátima, nos dias 5 e 6 de Março, no Edifício Paulo VI, o seu Encontro-Peregrinação Nacional anual.

 

Estiveram presentes cerca de 750 pessoas – casais, assistentes e jovens – provindos das Dioceses do Algarve, Angra do Heroísmo, Aveiro, Braga, Coimbra, Funchal, Guarda, Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

 

Os trabalhos tiveram o seu início na Capelinha das Aparições, onde foi rezado o terço em honra de Nossa Senhora, sob a presidência do Presidente da Comissão Episcopal da Família, D. Jacinto Botelho, e continuaram no anfiteatro do Edifício Paulo VI.

 

O tema internacional de formação, “Que fazer hoje para amar sempre?”, da responsabilidade da Diocese de Coimbra, foi apresentado, na tarde de sábado, na vertente psicológica, por Eduardo Sá, Professor e Psicólogo da Universidade de Coimbra e, na manhã de domingo, na vertente teológica, por Manuel Carvalheiro Dias, sacerdote licenciado em Teologia.

 

No sentido de exemplificar o que é a caminhada conjugal, nesse seu esforço de construção diária da conjugalidade de dois seres diferentes, mas complementares, que carregam histórias, anseios, motivações e perspectivas próprias e pessoais, foi apresentado um painel testemunhal – um par de noivos, um casal com 11 anos de vida conjugal e um casal com 46 anos de vida matrimonial.

 

Os noivos testemunharam o que esperam do casamento, como espaço de felicidade e realização pessoal e conjugal, indicando o caminho que fizeram de preparação e os materiais que levam consigo para o caminho.

 

O casal com 11 anos de matrimónio testemunhou o confronto entre o que levou para o casamento e a realidade que começou a viver e os ajustes que foi fazendo e continua a fazer para o equilíbrio do casal e da família.

 

O casal com 46 anos de vida conjugal testemunhou, com felicidade visível, que, apesar de tantos anos em comum, a vivência conjugal continua a exigir o esforço de quem caminha e levanta as pedras duma construção feita do frágil amor humano que encontra a sua origem e a sua força no amor de Deus que tudo suporta e sustenta.

  

   
 

                         Painel testemunhal

 

 

 Das exposições feitas, dos testemunhos partilhados e das questões postas em plenário retiram-se algumas conclusões:

 

  1. A família apresenta, aqui e acolá, sinais visíveis de uma maior aproximação entre os seu membros – mais expressões afectivas, maior capacidade de diálogo, mais transparência e solidariedade, contrariando a visão pessimista que muitas vezes se faz passar.

  2. Urge perceber e assumir que amar é o projecto mais sério e importante que se pode ter na vida.

  3. O amor é o alicerce em que assenta toda a construção conjugal e familiar.

  4. Só ama verdadeiramente quem for capaz de criar, desenvolver e saborear a experiência da comunhão em cumplicidade.

  5. No processo individual do crescimento precisamos dos outros. Ninguém cresce sozinho.

  6. É fundamental escutar o outro, numa abertura de alma e coração, em atitude de humildade, com tempo, respeito e disponibilidade para ajudar.

  7. O crescimento do amor passa pela capacidade de reflectir os erros, aprender com eles e pela energia criadora e renovadora de recomeçar todos os dias. Nunca é tarde para amar.

  8. O processo educativo passa pelo testemunho e pela transparência da relação. Face à incoerência das situações de “pais juntos por fora e separados por dentro” e de “pais juntos por dentro e separados por fora”, torna-se indispensável que os “pais se apresentam aos filhos juntos por fora e juntos por dentro”.

  9. A oração aparece na construção do amor perpétuo como o alimento insubstituível, do qual a eucaristia é o momento privilegiado.

  10. É no acolhimento e na atenta escuta de Deus que encontraremos a garantia de amar sempre.

 

Os jovens tiveram um papel muito importante nesta acção, cujo estudo e reflexão se publica também.

 

Este Encontro-Peregrinação terminou com uma concelebração eucarística presidida por D. Serafim Ferreira Silva e Sousa, Bispo de Leiria-Fátima, em representação da Comissão Episcopal da Família.

 

A Diocese de Braga, a quem competiu a organização litúrgica, fez-se acompanhar de um grupo coral, circunstância que emprestou nobreza e dignidade a este evento nacional.

 

O próximo Encontro-Peregrinação Nacional ficou marcado para os dias 4 e 5 de Março de 2006