|
Questões da Vida - 2
|
|
Já se apercebeu de que tudo aquilo que é: o seu carácter e o seu temperamento; a sua maneira de ser e estar, pensar e sentir; a forma como reage às situações e acontecimentos; desde que foi concebido até ao estado de adulto, passando pela gestação e infância, adolescência e juventude; tudo isto, ou quase tudo isto, se deve àqueles que o geraram e ao ambiente familiar em que tudo aconteceu? Foi aí que nascemos e crescemos; foi aí que aprendemos a amar e a rezar; foi aí que fomos educados na fé dos nossos pais para a liberdade na responsabilidade; foi aí que descobrimos a alegria de viver; foi aí que constatámos que a vida só tem sentido quando posta ao serviço dos outros; foi aí que iniciámos e assimilámos a prática das virtudes sociais e morais, com vista a uma autêntica e plena integração na Igreja, na Sociedade e no Mundo. “Família, torna-te aquilo que és...”, diz-nos a “Familiaris Consortio”, n.º 11. Família, sê aquilo que és, isto é, Família. Família, sê família. E por que motivo é que João Paulo II nos faz este pedido? Porque a família não está a ser família. Não está a ser aquilo que diz ser, não está a ser aquilo que deve ser: família. Como muitas outras instituições e mais do que elas, a família, nas últimas décadas, foi atingida por transformações amplas e profundas, morais, sociais e culturais. Não faltam forças, dentro e fora dela, que parecem apostadas em a destruir, ou pelo menos deformar, tantas vezes sem que os próprios membros que a constituem disso se apercebam. A fidelidade aos valores da família é a única via para o êxito da mesma; para os que, apesar de todas as dificuldades e problemas, se mantêm fiéis; para os que, por ignorância ou má fé, procuram ou negam a verdade; para os que, impedidos de exercer os seus direitos fundamentais, se sentem desanimados ou desorientados. A beleza e grandeza do matrimónio e da família, da vida conjugal e familiar, da bela e nobre missão de todos os esposos e pais são um bem precioso que nenhuma outra instituição pode igualar ou superar. É por isso que a família é insubstituível. Pe. António Belo
|
|
|